Aterro Sanitário

Quinta-feira, Julho 17, 2008:

Faz tempo que não posto nada aqui.
Hoje, vendo no youtube, um vídeo da Elza Soares, deu vontade de escrever.
Besteiras, né? Que eu só escrevo besteiras, como atestam TODOS os meus críticos.
Falar em críticos, acho massa ter pessoas que me fiscalizam, deitam falação e, no fim das contas concordam: os críticos só sabem falar. E isso os diverte e os engana.
Mas eu falava da Elza. A canção, me parece, se chama Pranto Livre.
Se vc digitar no google, o nome da canção, vai aparecer a letra.
Daí, dá pra sentir que é uma letra simples, para uma música simples.
Mas o bom da vida são as coisas simples.
Agora, o que manda é a interpretação da Elza.
Caraca, dom, a mulher tá com trocentos anos e tá cada dia mais jovem.
Falo isso porque outros cantores e cantoras da mesma época da Elza, não conseguiram reciclar e acabaram não conseguindo espaço no mercado digamos, moderno, da música brazuca.
A Elza é hoje, sem dúvida, uma das cinco melhores cantoras do Brasil, ao lado Bethânia, Gal, Zizi, etc...
Já enviei o link da canção no youtube, pra um punhado de gente.
Porque o que é bom, a gente divide.
Inclusive com a crítica.
E boa audição.
Anota aí: http://br.youtube.com/watch?v=WsHuJPV_txo

Carlos Brandão // 16:29 //

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Terça-feira, Junho 24, 2008:

Trechos retirados de livros do Caio Fernando Abreu. Nem precisa comentar, né?

"Que é isso? Tá substituindo a maconha por Jesusinho? Zézim, vou te falar um lugar-comum desprezível, agora, lá vai: você não vai encontrar caminho nenhum fora de você. E você sabe disso. O caminho é in, não off. Você não vai encontrá-lo em Deus, nem na maconha, nem mudando para Nova York, nem..."
.........

"Mas de tudo isso, me ficaram coisas tão boas... Uma lembrança boa de você, uma vontade de cuidar melhor de mim, de ser melhor para mim e para os outros. De não morrer, de não sufocar, de continuar sentindo encantamento por alguma outra pessoa que o futuro trará, porque sempre traz, e então não repetir nenhum comportamento. Ser novo."
..........

"Chorei três horas, depois dormi dois dias.
Parece incrível ainda estar vivo quando já não se acredita em mais nada. Olhar, quando já não se acredita no que se vê. E não sentir dor nem medo porque atingiram seu limite. E não ter nada além deste amplo vazio que poderei preencher como quiser ou deixá-lo assim, sozinho em si mesmo, completo, total."
.........

"O que nunca pensei é que pudesse ser assim tão vazia uma casa sem um anjo. Dentro de mim existe alguma coisa que espera a sua volta, de repente, não sei se pela janela ou se aparecerá novamente no mesmo lugar. Para prevenir surpresas, tenho deixado sempre abertas todas as janelas e todas as portas."
.........

"Eu sentia profunda falta de alguma coisa que não sabia o que era. Sabia só que doía, doía. Sem remédio."
"Que algo sempre nos falta — o que chamamos de Deus, o que chamamos de amor, saúde, dinheiro, esperança ou paz. Sentir sede, faz parte. E atormenta."
"Para seu próprio bem guarde este recado: alguma coisa sempre faz falta. Guarde sem dor, embora doa, e em segredo."

Carlos Brandão // 11:40 //

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Domingo, Junho 22, 2008:

Late, que eu tô passando!!!


Carlos Brandão // 18:04 //

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Quinta-feira, Junho 19, 2008:

Letra da canção Roda Morta ou Reflexões de um Executivo, do Sérgio Sampaio. Para quem não sabe, Sérgio é um dos grandes injustiçados da indústria fonográfica brazuca. Os "mais inteligentes" só o conhecem pela música Eu quero é botar meu bloco na rua... Pena, pois ele tem dezenas de belas canções.
Fui um dos últimos jornalistas a entrevistá-lo, uns 4 meses antes de sua morte. Ele esteve em Goiânia, hospedado na casa do cantor Pádua e nós conversamos entre 21h e 3h da madruga. Foi uma entrevista altamente etílica, como ele gostava e como eu gosto. Saiu no Diário da Manhã, um jornaleco aí.

O triste nisso tudo é tudo isso
Quer dizer, tirando nada, só me resta o compromisso
Com os dentes cariados da alegria
Com o desgosto e a agonia da manada dos normais.

O triste em tudo isso é isso tudo
A sordidez do conteúdo desses dias maquinais
E as máquinas cavando um poço fundo entre os braçais,
eu mesmo e o mundo dos salões coloniais.

Colônias de abutres colunáveis
Gaviões bem sociáveis vomitando entre os cristais
E as cristas desses galos de brinquedo
Cuja covardia e medo dão ao sol um tom lilás.

Eu vejo um mofo verde no meu fraque
E as moscas mortas no conhaque que eu herdei dos ancestrais
E as hordas de demônios quando eu durmo
Infestando o horror noturno dos meu sonhos infernais.

Eu sei que quando acordo eu visto a cara falsa e infame
como a tara do mais vil dentre os mortais
E morro quando adentro o gabinete
Onde o sócio o e o alcaguete não me deixam nunca em paz

O triste em tudo isso é que eu sei disso
Eu vivo disso e além disso
Eu quero sempre mais e mais.


Carlos Brandão // 15:50 //

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Terça-feira, Junho 03, 2008:

Essa achei no orkut:

Cinto saudade Kero uma xance.

Carlos Brandão // 16:07 //

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Segunda-feira, Junho 02, 2008:

Frase que encontrei no msn:

"Acim vose me ganha".

Eita!!! rsrsrs

Carlos Brandão // 10:25 //

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Sábado, Abril 19, 2008:

Trechos dum cara que adoro, Whitman:

Eu celebro o eu, num canto de mim mesmo,
E aquilo que eu presumir também presumirás,
Pois cada átomo que há em mim igualmente habita em ti...
....

Achaste que mil acres são demais? Achaste a terra grande demais?
Praticaste tanto para aprender a ler?
Sentiste tanto orgulho por entenderes o sentido dos poemas?

Fica esta noite e este dia comigo e será tua a origem de todos os poemas,
Será teu o bem da terra e do sol (há milhões de sóis para encontrar),
Não possuíras coisa alguma de segunda ou de terceira mão, nem enxergarás através do olhos de quem já morreu, nem te alimentarás outra vez dos fantasmas que há nos livros.
Do mesmo modo não verás mais através de meus olhos, nem tampouco receberás coisa alguma de mim,
Ouvirás o que vem de todos os lados e saberás filtrar tudo por ti mesmo.

.......

ouvi a conversa dos falantes, a conversa sobre o início e sobre o fim,
Mas não falo nem do início nem do fim.

Nunca houve mais iniciativa do que há agora,
Nem mais juventude ou idade do que há agora,
E jamais haverá mais perfeição do que há agora,
Nem mais paraíso ou inferno do que há agora,
O anseio, o anseio, o anseio,
Sempre o anseio procriador do mundo.

.....

Traiçoeiros e curiosos estão à minha volta
Pessoas com quem me encontro, os efeitos que a minha infância tem sobre mim, ou o bairro e a cidade em que vivo, ou a nação,
As últimas datas, descobertas, invenções, sociedades, autores antigos e novos,
Meu jantar, roupas, amigos, olhares, cumprimentos, dívidas,
A indiferença real ou fantasiosa de um homem ou mulher que eu amo,
A doença de alguém de minha gente ou de mim mesmo, ou ato doentio, ou perda ou falta de dinheiro, depressões ou exaltações,
Batalhas, os horrores da guerra fratricida, a febre de notícias duvidosas, os terríveis eventos;
Essas imagens vêm a mim dia e noite, e partem de mim outra vez,
Mas não são o meu verdadeiro Ser.

Longe do que puxa e do que arrasta, ergue-se o que de fato eu sou,
Ergue-se divertido, complacente, compassivo, ocioso, unitário,
Olha para baixo, está ereto, ou descansa o braço sobre certo apoio impalpável,
Olhando com a cabeça pendida para o lado, curioso sobre o que está por vir,
Tanto dentro como fora do jogo, e o assistindo, e intrigado por ele.

No passado vejo meus próprios dias quando suei através do nevoeiro com lingüistas e contendores,
Não trago zombarias ou argumentos, apenas testemunho e aguardo.

Carlos Brandão // 19:06 //

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Segunda-feira, Abril 07, 2008:

Pra variar, Paulo Leminski.. rsrsr

1)
nunca sei ao certo
se sou um menino de dúvidas
ou um homem de fé

certezas o vento leva
só dúvidas ficam de pé


2)
o amor, esse sufoco,
agora há pouco era muito,
agora, apenas um sopro

ah, troço de louco,
corações trocando rosas,
e socos.

Carlos Brandão // 12:41 //

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Sábado, Abril 05, 2008:

Tem de tudo na net..
E a cada dia aparecem mais e mais textos assinados por pessoas famosas, mas que nunca serão delas.
São textos medíocres, indicados como de grandes escritores..
Essa frase me foi enviada como sendo de Fernando Pessoa.
Eu acho que nunca foi dele...
Leia e defina:

Ser feliz é encontrar força no perdão, esperança nas batalhas, segurança no palco do medo, e amor nos desencontros.É agradecer a DEUS a cada minuto pelo milagre da vida."
(Fernando Pessoa)

Pode??


Carlos Brandão // 20:38 //

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Sexta-feira, Abril 04, 2008:

No orkut, pedem pra vc completar a frase "quem sou eu".
Um cara colocou um texto massa.
Vamos imaginar o cenário:

Quem sou eu:
"Quem tem consciência pra se ter coragem
Quem tem a força de saber que existe
E no centro da própria engrenagem
Inventa a contra mola que resiste

Quem não vacila mesmo derrotado
Quem já perdido nunca desespera
E envolto em tempestade decepado
Entre os dentes segura a primavera".

Achei massa e fui no google, ver que diabo era isso.. rsrs
E deu lá que é uma canção dos Secos e Molhados.
Que letra bacana... que poema bonito.

Carlos Brandão // 16:07 //

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Quinta-feira, Abril 03, 2008:

Você não durou nada na minha vida
Foi tão pequeno
Foi tão moreno
Foi tão menino...

Você não durou nada, nenhum destino
Foi tão fortuito
Tão sem futuro
Foi tão franzino...

Você doeu tão pouco que eu me pergunto:
Que amor foi esse?
Que luz foi essa?
Que desatino!!!

Você não durou nada na minha vida
Foi tão pequeno
Tão sem futuro
Foi tão menino...



Carlos Brandão // 12:02 //

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Terça-feira, Abril 01, 2008:

De vez em quando posto poemas de amigos meus aqui.
Este é do Edival Lourenço, um poeta e tanto.
Chama-se Sonho de Celebridade. Eis:


O que mais posso

querer nesta hora

senão que me ocorra

uma desgraça?



Não uma desgraça

sem graça

mas uma desgraça

espetacular

que possa encantar

e mídia e pôr

minha imagem

desgraçada

no ar!

Carlos Brandão // 15:25 //

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Sábado, Março 08, 2008:

Hoje acaba o Canto de Ouro, projeto que, por 8 semanas, mostrou um mapa detalhado da produção musical de Goiás.
MPB, meu chapa, MPB.
Nada contra outros gêneros.
Mas a tal MPB andava meio combalida em Gyn e precisando de vitamina.
O Canto de Ouro foi a vitamina.
E foi massa.
Oito semanas de casa cheia no Teatro do Goiânia Ouro.
Público que surpreendeu a maioria e deixou os músicos felizes.
No total 62 músicos, entre cantores, cantoras, grupos e instrumentistas, participaram da idéia.
Que se mostrou uma idéia feliz e de sucesso.
Agora, novas surpresas estão a caminho.
E o público que curte MPB em Gyn, não perde por esperar.

Carlos Brandão // 22:15 //

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Quinta-feira, Março 06, 2008:

Hoje tá assim: só chove, chove, chove...
Falar em chover, outro dia, chovendo, eu e uns amigos num boteco, e o papo era só asneiras.
Daí, um deles disse que quando inverna e não pára de chover por dias, na família dele, o povo fala que tá “a maior moiança”. Do verbo moiar, né?
Daí, um outro pegou o mote e disse que alguns amigos lá do bairro dele, quando cai chuva forte, com pingos daqueles, falam: “tá caindo cada pinguço”. Do verbo pingar, claro.
Pra acabar com o papo de fazer inveja ao mestre Aurélio, um outro amigo fechou com chave de ouro:
Pior vcs não sabem. Lá em casa, quando o sol tá muito forte, minha mãe fala: “nossa, mas hoje tá o maior soluço!”. Hehehe....
Boteco é ou não é cultura?

Carlos Brandão // 20:05 //

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Quarta-feira, Março 05, 2008:

Dos milhares de discos que não paro de ouvir, alguns me roubam a alma sempre.
Um deles é Flaming Pie, do Paul McCartney.
Cara, é o melhor disco solo do dom.
Canções como Somedays, Little Willow, Beautiful Nigth e Heaven on a Sunday poderiam ser chamadas de clássicos dos Beatles, se tivessem sido gravadas pela banda.
Não estou sendo saudosista. Estou sendo real. Um escutador de música em potencial.
Quando, nos jornais que ralei, me colocavam pra escrever crítica de música, eu falava sempre que não era crítico, que, no máximo, era escutador de música.
E nunca escrevi críticas.
Escrevi sempre comentários acerca de discos que ouvi.
Então, tudo ex-pli-ca-di-nho, digo que esse texto aqui não pretendeu ser uma crítica, mas apenas a constatação do óbvio: Flaming Pie é do caralho!

Carlos Brandão // 18:50 //

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Segunda-feira, Fevereiro 18, 2008:

Pérolas encontradas na net:

1) “sou uma pessoa que curte a vida no estremulo pois a vida é curta. sou alegre divertido e muito cinssero”.

2) "tenho 165 de altura 58kg bebo sosiaumete gosto de baladas sou souteiro cor parda cabelos pretos noa miacho bonito sou estrovestido gosto muito di sori olhos preto moreno claro sou fiel companheiro".

Gozado... essas pessoas estão na net, procurando alguém e não se encontram??
Que pena, é a tampa e a panela.
Esse "português" usado pelos dois prova que o Brasil tá no fundo do poço, quando o papo é educação.
Falta tudo nas escolas brazucas.
Isso que os governos federal, estaduais e municipais oferecem só pode ser chamado de "enssino".
Ou será "ençino"?
Ou será o português do "cumpanheiro" Lula?

Carlos Brandão // 13:23 //

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Sexta-feira, Fevereiro 15, 2008:

Outro dia encontrei o véi Lima, jornalista do DM.
Ele contou que tinha ido a Mossâmedes, fazer uma matéria e que tinha achado a cidade uma graça.
Falou que Mossâmedes é o município de Goiás que tem a história mais bacana.
Mossâmedes, pra quem não sabe, fica perto de Goiás véi.
Mossâmedes, pra quem não sabe, foi fundada para ser uma aldeia para onde os índios catequizados eram levados. A índia Damiana da Cunha se encarregava de buscar seus irmãos, catequizá-los e levá-los pra Aldeia.
Por isso, o primeiro nome do lugar era Aldeia.
Depois, Aldeia de São José, padroeiro do lugar.
Depois, Aldeia de São José de Mossâmedes, por conta de um barão de uma cidade com o mesmo nome, me parece que na África portuguesa, que se mudou pra lá. Por que, não me pergunte.
Depois, Mossâmedes.
Mossâmedes, pra quem não sabe, é onde nasceu esse velho e bom brandon lee, dono desse aterro.
Mesmo assim, ri um bocado das aventuras do véi Lima.
Véi que, cismou de, ir em Mossâmedes, mensalmente, colher subsídios (essa palavra é uma merda!) para escrever contos para um livro.
Será que isso dá história?
Quem sabe?
Falar nisso, fiz um projeto turístico/cultural para Mossâmedes, a pedido de uma ONG.
Até hoje, nada.
Quem sabe a tal ONG não resolve colocar o projeto em prática e fazer da Aldeia um local melhor e mais badalado???
Ainda continuo muito disposto a ajudar nessa tarefa.

Carlos Brandão // 14:48 //

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Quarta-feira, Fevereiro 06, 2008:

Mandado de despejo aos mandarins do mundo
Fora tu reles esnobe plebeu
E fora tu, imperialista das sucatas
Charlatão da sinceridade e tu, da juba socialista, e tu qualquer outro.
Ultimatum a todos eles e a todos que sejam como eles todos.
Monte de tijolos com pretensões a casa
Inútil luxo, megalomania triunfante
E tu Brasil, blague de Pedro Álvares Cabral que nem te queria descobrir.
Ultimatum a vós que confundis o humano com o popular
Que confundis tudo!
Vós anarquistas deveras sinceros
Socialistas a invocar a sua qualidade de trabalhadores para quererem deixar de trabalhar.
Sim, todos vós que representais o mundo, homens altos passai por baixo do meu desprezo
Passai, aristocratas de tanga de ouro,
Passai frouxos
Passai radicais do pouco!
Quem acredita neles?
Mandem tudo isso para casa, descascar batatas simbólicas
Fechem-me isso a chave e deitem a chave fora.
Sufoco de ter só isso a minha volta.
Deixem-me respirar!
Abram todas as janelas
Abram mais janelas do que todas as janelas que há no mundo.
Nenhuma idéia grande, nenhuma corrente política que soe a uma idéia grão!
E o mundo quer a inteligência nova
O mundo tem sede de que se crie
O que aí está a apodrecer a vida, quando muito, é estrume para o futuro.
O que aí está não pode durar porque não é nada.
Eu, da raça dos navegadores, afirmo que não pode durar!
Eu, da raça dos descobridores, desprezo o que seja menos que descobrir o mundo novo.
Proclamo isso bem alto, braços erguidos, fitando o Atlântico
e saudando abstratamente o infinito.

(Ultimatum - Álvaro de Campos)

Carlos Brandão // 12:32 //

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Quinta-feira, Janeiro 31, 2008:

Que barato é a música!
Trabalho com música há exatos 41 anos.
Comecei em 1967.
Componho muito, faço letras pra carai e sou, acho, o letrista de Goiânia, mais gravado.
Mas num era isso que queria falar.
É que a música me propiciou enveredar por outros rumos como administração de centros culturais, produção, direção, etc, etc.
E tudo o que envolve arte acaba me gratificando.
A produção do Goiânia Canto de Ouro, projeto que estamos realizando no www.goianiaouro.com.br, tem me gratificado mais que boa parte das produções que fiz.
Tento explicar: a chamada MPB feita em Goiás andava meio em baixa.
Sem espaços nas rádios e na mídia em geral.
Era de se supor que pouca gente se interessaria em ver os shows.
Armamos 8 elencos, reunindo cerca de 62 músicos, entre cantores, cantoras, grupos e instrumentistas e fomos pro pau.
O resultado surpreendeu muitos.
Casa cheia em todas as noites, teatro lotado, surpreende.
Mas além de surpreender, esse dado revela que os bons artistas da boa música feita em Goiás, ainda conseguem mobilizar o público.
Isso que é massa!
Três semanas se passaram, três elencos se apresentaram e o público só aumenta.
Que barato é a música!!!
Que barato é poder viver da música e de seus derivados!
Que barato é poder produzir um evento desse porte e ter certeza, pelos resultados, que ele, agora, faz parte do calendário artístico da Secretaria de Cultura de Goiânia.
O que vale dizer: vai acontecer todos os anos, assim como o Goiânia em Cena e o FestCine.
Conselho para os músicos que não integraram esse ano o Canto de Ouro: a gente tá só começando. Ajude a fazer com que essa primeira edição seja o maior sucesso, que os dividendos irão para toda a macacada musical de Gyn.
Conselho para quem ainda não viu os shows: apareça! Vc vai gostar.
Entre no site do Goiânia Ouro e programe-se.

Carlos Brandão // 19:13 //

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Quarta-feira, Janeiro 30, 2008:

Não sei de quem é.
Mas li, gostei e repasso:
"A vida é para quem topa qualquer parada, e não para quem pára em qualquer topada."

Carlos Brandão // 14:12 //

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